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quarta-feira, outubro 11, 2006

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‘Câmbio e juros são novos desafios’ envie esta matéria por e-mail

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

Medidas urgentes para o Brasil entrar na rota de um crescimento forte e sustentado é o que esperam do próximo governo os representantes do setor industrial paulista. Independente de qual será o candidato vencedor nas eleições presidenciais, a avaliação de duas entidades paulistas que representam o segmento, a Fiesp e o Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), é de que é importante uma correção de rumos, principalmente com a alteração de rota da atual política monetária do Banco Central.

“Esgotou-se o modelo monetarista de controle da inflação. Mecanismos como os juros altos e o câmbio sobrevalorizado mostram-se incompatíveis com a nova realidade econômica mundial”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Para o dirigente, em vez de balizar toda a economia pela meta inflacionária é preciso priorizar o desenvolvimento.

“O governo usa o dólar barato para segurar o preço dos alimentos”, avalia o diretor do departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof. Ele observa ainda que os juros reais (descontados da inflação) continuam elevados – acima de 10%. A taxa Selic alta atrai investidores internacionais, o que ajuda a sobrevalorizar o real. “A atual política econômica significa não crescer, é estagnação”, acrescenta Tabacof.

Na avaliação das entidades, o país perde oportunidades já que nesse momento as condições mundiais são propícias para o crescimento. Estudo da Fiesp mostra que nos últimos quatro anos a economia mundial cresceu a uma taxa média de 4,8% ao ano, fato inédito em quatro décadas.

A federação entregou aos candidatos à presidência da República um documento com propostas aprovadas no Congresso da Indústria, realizado neste ano. Uma das propostas aponta que é possível controlar os índices inflacionários por meio do corte dos gastos públicos.

Gastos – O documento mostra que entre 1995 e 2004 a dívida pública saltou de 30,5% do PIB para 51,8%, enquanto o crescimento da receita foi de 63,5% (média de 5,6% ao ano) e a expansão média anual do PIB foi de 2,2%, enquanto o avanço acumulado dos gastos foi de 61,5% no mesmo período.

Além de reduzir gastos públicos, também é consenso no setor empresarial que a carga tributária é muito elevada. Redução do número de tributos e desburocratização são outros sonhos dos empresários.

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