Fazendas buscam sinergias regionais
Ediane Tiago, para o Valor, de São Paulo
18/12/2008
Fonte: Valoronline
As fazendas brasileiras reservam história, cultura, roteiros gastronômicos e muita diversão para quem decide tirar férias no campo. Os roteiros são cada vez mais sofisticados e vão do "leite ao pé da vaca" às tradições do interior. "As propriedades estão se especializando e a tendência é a oferta de serviços diferenciados no setor", comenta Jussara Rocha, superintendente de fomento e desenvolvimento do turismo da Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais.
Apesar da vocação, o turismo rural é uma atividade recente no país. Nasceu há 22 anos na região de Lages (SC) com quatro fazendas e ganhou fama nas Serras Gaúchas. Hoje a Associação Brasileira de Turismo Rural (Abraturr) contabiliza 15 mil propriedades rurais e o setor é o que mais cresce dentro do turismo brasileiro, com uma média de 20% ao ano. Desse total, 60% têm até 50 hectares, o que mostra a grande inserção de pequenos proprietários no segmento. De acordo com a instituição, o turismo rural gera perto de 500 mil empregos diretos e indiretos no país. Destes, 35% são representados por mão-de-obra familiar e o restante por trabalhadores de origem local.
Minas e São Paulo formam um importante pólo de turismo rural, que reserva a história do período colonial em fazendas de café e gado leiteiro com grandes e históricas sedes. Nestas propriedades, os turistas conhecem a história da produção agrícola, que contou com trabalho escravo e teve importante participação na formação do país, atraindo imigrantes e gerando o desenvolvimento dos centros urbanos. Na região do café com leite há senzalas, arquitetura histórica e culinária genuinamente brasileira, com influência indígena, africana e européia. "O turismo rural também conquista pesquisadores interessados nas tecnologias de produção. Em nosso país, a agricultura é avançada e chama a atenção de brasileiros e estrangeiros", comenta Jussara.
A produção dos alambiques mineiros faz sucesso entre os curiosos e o avanço do biodiesel tem levado turistas para as lavouras e usinas de cana-de-açúcar em São Paulo. "Da mesma forma, as fazendas de engenho no Pernambuco e as de cacau na Bahia são procuradas", comenta Andrea Junqueira, presidente da Associação Paulista de Turismo Rural. Ela destaca que a atividade de turismo rural é essencialmente de experimentação e as fazendas precisam se estruturar para oferecer opções para os hóspedes. "Um bom bolo de fubá com café pode ser marcante para alguns. Outros buscam as cavalgadas e o contato maior com a cultura local e com os processos produtivos", destaca.
A lavoura de cafés especiais é o chamariz da Pousada da Bella Vista, no Sul de Minas. A fazenda produz café desde meados do século XIX e mantém um haras, com programação para cavalgadas. "Depois dos filhos criados, a nossa casa ficou grande só para o casal. Resolvemos transformar cômodos em apartamentos, refeitório e salão de festas e jogos", comenta Heloísa Helena Costa Pereira.
A decisão trouxe complemento na renda da propriedade. Atualmente, 5% da receita vêm do turismo rural, que gera caixa de R$ 90 mil por ano em média. Ao todo, Heloísa calcula que recebe 480 hóspedes anualmente. "Somos procurados por estrangeiros que querem acompanhar a floração, a colheita e o processo de secagem do café."
Andrea, da associação paulista, destaca a necessidade de integrar diferentes tipos de produção para aproveitar o potencial das regiões e a capacidade da agricultura familiar. Como fez a Bella Vista, que integrou sua produção, o empreendedor do turismo rural tem de buscar parcerias com outras propriedades, garantindo atividades que prendam o turista mais tempo no campo e o instigue a voltar. "Se uma fazenda tem leite, a outra tem alambique. Com experiências diferenciadas todos ganham", garante.
18/12/2008
Fonte: Valoronline
As fazendas brasileiras reservam história, cultura, roteiros gastronômicos e muita diversão para quem decide tirar férias no campo. Os roteiros são cada vez mais sofisticados e vão do "leite ao pé da vaca" às tradições do interior. "As propriedades estão se especializando e a tendência é a oferta de serviços diferenciados no setor", comenta Jussara Rocha, superintendente de fomento e desenvolvimento do turismo da Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais.
Apesar da vocação, o turismo rural é uma atividade recente no país. Nasceu há 22 anos na região de Lages (SC) com quatro fazendas e ganhou fama nas Serras Gaúchas. Hoje a Associação Brasileira de Turismo Rural (Abraturr) contabiliza 15 mil propriedades rurais e o setor é o que mais cresce dentro do turismo brasileiro, com uma média de 20% ao ano. Desse total, 60% têm até 50 hectares, o que mostra a grande inserção de pequenos proprietários no segmento. De acordo com a instituição, o turismo rural gera perto de 500 mil empregos diretos e indiretos no país. Destes, 35% são representados por mão-de-obra familiar e o restante por trabalhadores de origem local.
Minas e São Paulo formam um importante pólo de turismo rural, que reserva a história do período colonial em fazendas de café e gado leiteiro com grandes e históricas sedes. Nestas propriedades, os turistas conhecem a história da produção agrícola, que contou com trabalho escravo e teve importante participação na formação do país, atraindo imigrantes e gerando o desenvolvimento dos centros urbanos. Na região do café com leite há senzalas, arquitetura histórica e culinária genuinamente brasileira, com influência indígena, africana e européia. "O turismo rural também conquista pesquisadores interessados nas tecnologias de produção. Em nosso país, a agricultura é avançada e chama a atenção de brasileiros e estrangeiros", comenta Jussara.
A produção dos alambiques mineiros faz sucesso entre os curiosos e o avanço do biodiesel tem levado turistas para as lavouras e usinas de cana-de-açúcar em São Paulo. "Da mesma forma, as fazendas de engenho no Pernambuco e as de cacau na Bahia são procuradas", comenta Andrea Junqueira, presidente da Associação Paulista de Turismo Rural. Ela destaca que a atividade de turismo rural é essencialmente de experimentação e as fazendas precisam se estruturar para oferecer opções para os hóspedes. "Um bom bolo de fubá com café pode ser marcante para alguns. Outros buscam as cavalgadas e o contato maior com a cultura local e com os processos produtivos", destaca.
A lavoura de cafés especiais é o chamariz da Pousada da Bella Vista, no Sul de Minas. A fazenda produz café desde meados do século XIX e mantém um haras, com programação para cavalgadas. "Depois dos filhos criados, a nossa casa ficou grande só para o casal. Resolvemos transformar cômodos em apartamentos, refeitório e salão de festas e jogos", comenta Heloísa Helena Costa Pereira.
A decisão trouxe complemento na renda da propriedade. Atualmente, 5% da receita vêm do turismo rural, que gera caixa de R$ 90 mil por ano em média. Ao todo, Heloísa calcula que recebe 480 hóspedes anualmente. "Somos procurados por estrangeiros que querem acompanhar a floração, a colheita e o processo de secagem do café."
Andrea, da associação paulista, destaca a necessidade de integrar diferentes tipos de produção para aproveitar o potencial das regiões e a capacidade da agricultura familiar. Como fez a Bella Vista, que integrou sua produção, o empreendedor do turismo rural tem de buscar parcerias com outras propriedades, garantindo atividades que prendam o turista mais tempo no campo e o instigue a voltar. "Se uma fazenda tem leite, a outra tem alambique. Com experiências diferenciadas todos ganham", garante.
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