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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Na crise é preciso mapear os melhores talentos

Stela Campos, de São Paulo
18/12/2008
Fonte: Valoronline

Num momento de crise, identificar aqueles com melhor desempenho, os líderes em potencial, os que ocupam posições estratégicas e tratá-los de forma diferenciada, ajudará a organização a atravessar esse período sem comprometer o futuro. Na hora de enxugar o quadro, a identificação desses grupos levará a companhia a fazer as opções certas. Desta forma, não correrá o risco de ver seus melhores profissionais na concorrência quando a economia se recuperar.

Esta é a mensagem de Thierry de Beyssac, diretor-geral de consultoria para a América Latina da Hewitt Associates. O consultor francês proferiu ontem palestra na cerimônia de entrega do prêmio às empresas que se destacaram na pesquisa As Melhores na Gestão de Pessoas. Antes de se apresentar, ele falou ao Valor sobre os dilemas do engajamento em momentos de crise.

Para Beyssac, essa segmentação dos profissionais e a diferenciação no seu tratamento contribuem para manter o engajamento em tempos difíceis. "É preciso identificar pelo menos 10% dos profissionais com as melhores performances e não perdê-los", diz. Outro grupo que deve ser observado são os chamados "high potencials" . Trata-se de jovens, que no prazo de três ou quatro anos terão condições de assumir postos de liderança. "Não se deve cortar treinamentos para eles numa redução de custos, mas sim acelerar sua formação. Eles serão importantes para a continuidade do negócio", diz. De acordo com o consultor, o Brasil tem uma geração de jovens que está no caminho da liderança e deve ser preservada.

Aqueles que ocupam cargos estratégicos, em qualquer nível hierárquico, na opinião de Beyssac, também devem ser poupados. "O departamento de recursos humanos precisa ajudar no mapeamento dessas pessoas", diz. Cabe ao RH, sobretudo, mostrar o impacto futuro para o negócio caso a organização fique sem 20% de seus talentos.

Para reter esses grupos na empresa, o consultor aconselha que sejam mantidos seus benefícios, como incentivos de longo prazo, cursos de MBA, carros e até viagens. "As melhores empresas sabem que essa diferenciação em relação aos outros funcionários deve existir, mesmo durante uma crise", enfatiza. É preciso reconhecer também quais são os fatores importantes para engajar essas pessoas nesse momento.

Cerca de 20% dos outros funcionários poderão se sentir desmotivados por conta dessa política diferenciada, reconhece Beyssac. "Em compensação 70% dirão que a companhia escolhe e reconhece os melhores e que gostariam de fazer parte desses grupos", diz o consultor. Isso será possível, se eles sentirem que as decisões foram baseadas em regras transparentes e justas.

Em tempos de reestruturações, downsizings, fusões e aquisições, muitos talentos ficam disponíveis no mercado. Pode ser uma boa oportunidade para contratar ótimos profissionais. A questão, segundo o consultor, é que todas as companhias sabem disso. "É mais uma razão para as empresas escolherem bem quem estarão dispensando na crise. Nada pode ser decidido com pressa, sem uma reflexão maior", alerta. Beyssac acredita que empresas que demitem milhares de pessoas em um espaço curto de tempo, acabam perdendo pessoas importantes para o seu negócio.

O papel do CEO nesses momentos críticos para a organização também é fundamental para manter o alto engajamento dos funcionários. "Cabe a eles dar uma visão do que acontecerá após a crise", diz Beyssac. Ele ressalta que os verdadeiros responsáveis pela mensagem transmitida aos funcionários em épocas de crise são os gestores, presentes no dia-a-dia da organização. "É preciso cuidar deles também", finaliza.

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