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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Para o RH a receita é cortar custo sem perder a estratégia


Rafael Sigollo e Samantha Maia, de São Paulo

18/12/2008

Fonte: Valoronline

Na cerimônia de premiação das empresas eleitas na pesquisa As Melhores na Gestão de Pessoas realizada ontem na sede do Valor, os representantes da área de recursos humanos estiveram bastante alinhados em seu discurso. Embora preocupados com a crise econômica internacional e suas possíveis conseqüências para os negócios, eles estão elaborando planos estratégicos para enxugar gastos, tentando evitar as demissões e o corte de benefícios em 2009.


"Será preciso melhorar de forma contínua a produtividade, o desempenho e os processos, além de racionalizar o uso dos recursos. O envolvimento do colaborador nesse quadro, aliás, é fundamental", afirma a superintendente de administração e relacionamento da Unimed Rio, Ana Maria Senna.


O diretor executivo e gerente de RH do Bradesco, Milton Matsumoto, revela, inclusive, que a empresa orienta os funcionários a ficarem atentos quanto aos gastos desnecessários e evitar desperdícios. "Mas não vamos cortar nenhum beneficio pela importância que eles representam aos colaboradores e seus dependentes. São fatores de motivação e desejo para se dedicarem e continuarem trabalhando conosco."


Na Zanzini, a diretora de gestão de pessoas Denise Zanzini prevê, no máximo, o remanejamento de algumas posições, mas sem fazer cortes. "É importante passar esse sentimento de que a empresa os protege, que se preocupa com eles e seus empregos."


Janete Ana Ribeiro Vaz, diretora executiva do Laboratório Sabin, diz que a empresa não deverá demitir funcionários por conta da crise. "Acabamos de contratar 60 pessoas, e vamos contratar mais para atender à nossa expansão de 10 unidades em janeiro e fevereiro", diz a diretora.


Na Electrolux, Valéria Balasteguim, gerente corporativa de recursos humanos diz que apesar do grupo ter anunciado o corte de três mil pessoas mundialmente, no Brasil a empresa não deve mudar seus planos. "O único desligamento que tivemos foi o de 50 pessoas que trabalhavam temporariamente", afirma.


Carlos Ferreira, diretor de RH da Nasajon Sistemas, diz que no momento a empresa não pretende demitir funcionários, mas não descarta a possibilidade. "A crise nos pegou em um momento de expansão, e por enquanto não tiramos o pé do acelerador."


Investir em qualificação e treinamento também está nos planos das organizações eleitas como As Melhores na Gestão de Pessoas. A diferença é que, com a crise, a maioria dos programas terá foco na liderança e em setores estratégicos.


O diretor de RH da BV Financeira, Celso Marques de Oliveira, afirma que a capacitação de gestores é essencial e não será reduzida, pois são eles os responsáveis pela comunicação e desempenho das equipes. "Não podemos ficar chorando a crise, temos que enxergar nela uma oportunidade de crescer e conquistar novos mercados. As lideranças devem ter a percepção e a qualificação para isso", ressalta.


Estabelecer uma comunicação clara, objetiva e verdadeira com funcionários também faz parte da filosofia das empresas vencedoras e, além de ser outro fator importante de engajamento, também tranqüiliza a equipe em tempos de crise.


Na Plascar, a gerente de RH corporativo, Ana Lucia Aguiar Zacariotto, conta que existem várias linhas de comunicação na empresa, como a carta mensal do presidente, intranet, quadros de avisos, reuniões semanais com colaboradores, um informativo impresso e até estação interna de rádio. Além disso, ela destaca uma ação chamada RH em Movimento. "Todos os dias uma equipe de profissionais de recursos humanos visita algum setor da empresa para esclarecer dúvidas e discutir com os colaboradores qualquer questão que envolva o ambiente de trabalho, o emprego e a empresa."


Oliveira, da BV Financeira, destacou também o feedback e o monitoramento contínuo do clima entre os colaboradores como ferramentas para o engajamento.

Na crise é preciso mapear os melhores talentos

Stela Campos, de São Paulo
18/12/2008
Fonte: Valoronline

Num momento de crise, identificar aqueles com melhor desempenho, os líderes em potencial, os que ocupam posições estratégicas e tratá-los de forma diferenciada, ajudará a organização a atravessar esse período sem comprometer o futuro. Na hora de enxugar o quadro, a identificação desses grupos levará a companhia a fazer as opções certas. Desta forma, não correrá o risco de ver seus melhores profissionais na concorrência quando a economia se recuperar.

Esta é a mensagem de Thierry de Beyssac, diretor-geral de consultoria para a América Latina da Hewitt Associates. O consultor francês proferiu ontem palestra na cerimônia de entrega do prêmio às empresas que se destacaram na pesquisa As Melhores na Gestão de Pessoas. Antes de se apresentar, ele falou ao Valor sobre os dilemas do engajamento em momentos de crise.

Para Beyssac, essa segmentação dos profissionais e a diferenciação no seu tratamento contribuem para manter o engajamento em tempos difíceis. "É preciso identificar pelo menos 10% dos profissionais com as melhores performances e não perdê-los", diz. Outro grupo que deve ser observado são os chamados "high potencials" . Trata-se de jovens, que no prazo de três ou quatro anos terão condições de assumir postos de liderança. "Não se deve cortar treinamentos para eles numa redução de custos, mas sim acelerar sua formação. Eles serão importantes para a continuidade do negócio", diz. De acordo com o consultor, o Brasil tem uma geração de jovens que está no caminho da liderança e deve ser preservada.

Aqueles que ocupam cargos estratégicos, em qualquer nível hierárquico, na opinião de Beyssac, também devem ser poupados. "O departamento de recursos humanos precisa ajudar no mapeamento dessas pessoas", diz. Cabe ao RH, sobretudo, mostrar o impacto futuro para o negócio caso a organização fique sem 20% de seus talentos.

Para reter esses grupos na empresa, o consultor aconselha que sejam mantidos seus benefícios, como incentivos de longo prazo, cursos de MBA, carros e até viagens. "As melhores empresas sabem que essa diferenciação em relação aos outros funcionários deve existir, mesmo durante uma crise", enfatiza. É preciso reconhecer também quais são os fatores importantes para engajar essas pessoas nesse momento.

Cerca de 20% dos outros funcionários poderão se sentir desmotivados por conta dessa política diferenciada, reconhece Beyssac. "Em compensação 70% dirão que a companhia escolhe e reconhece os melhores e que gostariam de fazer parte desses grupos", diz o consultor. Isso será possível, se eles sentirem que as decisões foram baseadas em regras transparentes e justas.

Em tempos de reestruturações, downsizings, fusões e aquisições, muitos talentos ficam disponíveis no mercado. Pode ser uma boa oportunidade para contratar ótimos profissionais. A questão, segundo o consultor, é que todas as companhias sabem disso. "É mais uma razão para as empresas escolherem bem quem estarão dispensando na crise. Nada pode ser decidido com pressa, sem uma reflexão maior", alerta. Beyssac acredita que empresas que demitem milhares de pessoas em um espaço curto de tempo, acabam perdendo pessoas importantes para o seu negócio.

O papel do CEO nesses momentos críticos para a organização também é fundamental para manter o alto engajamento dos funcionários. "Cabe a eles dar uma visão do que acontecerá após a crise", diz Beyssac. Ele ressalta que os verdadeiros responsáveis pela mensagem transmitida aos funcionários em épocas de crise são os gestores, presentes no dia-a-dia da organização. "É preciso cuidar deles também", finaliza.

O fundamental é encantar o cliente


De São Paulo

18/12/2008

Fonte: Valoronline

Muita determinação pessoal, produtos de origem conhecida, de boa qualidade, e bom tratamento aos clientes, seguindo a antiga receita de respeito e honestidade, são os elementos de sustentação da longa trajetória de sucesso da Casa da Bóia, instalada desde 1898 num casarão da Rua Florêncio de Abreu, no Centro de São Paulo. "O fundamental é encantar o cliente de uma forma que ele realmente lembre bem da empresa", defini Mário Roberto Rizkallah, neto de Rizkallah JorgeTahan, imigrante sírio, que, em 20 de maio de 1898, a primeira fundição de cobre do Brasil, conhecida depois como "Casa da Bóia", referência à intensa venda de material sanitário durante a campanha contra a febre amarela, desenvolvida por Oswaldo Cruz e Emílio Ribas, em 1903.


Acervo Casa da Bóia
Fachada antiga da loja no Centro: balconistas treinados como consultores


O bom atendimento é a marca registrada da empresa, segundo Rizkallah. A loja trabalha com mais de oito mil itens, entre vergalhões, barras, tubos, conexões, chapas, bobinas e fios de cobre, latão, bronze e aço, além de artigos plásticos industriais, hidráulicos, materiais para hobby e utensílios artesanais. "Nós temos um atendimento de balcão, que é uma coisa meio fora de moda nos dias de hoje. Mas o nosso balconista funciona como uma espécie de consultoria para o cliente, que as vezes não sabe do que precisa. O balconista é treinado para responder as dúvidas do cliente e orientá-lo no que ele precisa", conta ele. Isso para o pequeno consumidor. Os grandes consumidores, um elenco de mais de 5 mil empresas, negociam diretamente com a área de telemarketing, hoje com mais de 20 operadores, que faz o atendimento via telefone, fax ou internet.


Ou seja, trata-se de uma empresa tradicional e familiar, mas sempre em busca de adaptação aos novos tempos. Foi assim, por exemplo, nos anos 30, 40 e 50, quando a visão aguçada dos negócios e a presença dos filhos de Jorge Tahan na gestão da empresa levaram a Casa da Bóia a diminuir progressivamente sua produção para se voltar à comercialização, no atacado, das peças fabricadas pelas indústrias que começavam a surgir. "Não podíamos competir em termos de produção com as grandes indústrias brasileiras que se consolidavam no país", diz Rizkallah. "Por isso, nos transformamos num dos mais importantes representantes da indústria de metais, revendendo produtos, especialmente de cobre, latão e aço", explica.


A empresa passou a adotar, também, métodos profissionais de administração, inclusive para superar as crises cíclicas que o país atravessou, comenta Rizkallah. "Nós sempre soubemos enfrentar as dificuldades provocadas pelos vários planos econômicos, como o Plano Collor, com muita competência, sozinhos, apenas com a ajuda do pessoal da família. Mas resolvemos, há pouco mais de um ano , contratar um profissional do mercado, para atuar como gerente comercial e ajudar na área de vendas", diz ele.


A informatização foi outra aposta que deu certo, segundo Rizkallah. A empresa tem hoje um estoque de materiais não-ferrosos, distribuído em uma área de 1,8 metros quadrados, todo ele gerenciado por um sistema de controle informatizado. "O sistema interliga o estoque aos setores de venda, crédito e faturamento, permitindo uma operação rápida, eficiente e segura. O estoque é um elemento chave na estratégia para aumentar as vendas", afirma. A alta tecnologia apóia, igualmente, o setor de venda no atacado, a área de telemarketing, com mais de 20 operadores. "Pelo menos 90% das vendas da loja são realizada pelo telemarketing. E temos um site na internet que ajuda na divulgação dos produtos que trabalhamos para outras regiões do país", conta.


Formado em administração, com mestrado na área de contáveis, Rizkallah usa esse conhecimento com freqüência para resolver os problemas do dia-a-dia, porém, considera que a experiência prática que adquiriu ao longo dos anos junto com sua família é a grande força para superar as adversidades. (G.C.)

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Fazendas buscam sinergias regionais

Ediane Tiago, para o Valor, de São Paulo
18/12/2008
Fonte: Valoronline

As fazendas brasileiras reservam história, cultura, roteiros gastronômicos e muita diversão para quem decide tirar férias no campo. Os roteiros são cada vez mais sofisticados e vão do "leite ao pé da vaca" às tradições do interior. "As propriedades estão se especializando e a tendência é a oferta de serviços diferenciados no setor", comenta Jussara Rocha, superintendente de fomento e desenvolvimento do turismo da Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais.

Apesar da vocação, o turismo rural é uma atividade recente no país. Nasceu há 22 anos na região de Lages (SC) com quatro fazendas e ganhou fama nas Serras Gaúchas. Hoje a Associação Brasileira de Turismo Rural (Abraturr) contabiliza 15 mil propriedades rurais e o setor é o que mais cresce dentro do turismo brasileiro, com uma média de 20% ao ano. Desse total, 60% têm até 50 hectares, o que mostra a grande inserção de pequenos proprietários no segmento. De acordo com a instituição, o turismo rural gera perto de 500 mil empregos diretos e indiretos no país. Destes, 35% são representados por mão-de-obra familiar e o restante por trabalhadores de origem local.

Minas e São Paulo formam um importante pólo de turismo rural, que reserva a história do período colonial em fazendas de café e gado leiteiro com grandes e históricas sedes. Nestas propriedades, os turistas conhecem a história da produção agrícola, que contou com trabalho escravo e teve importante participação na formação do país, atraindo imigrantes e gerando o desenvolvimento dos centros urbanos. Na região do café com leite há senzalas, arquitetura histórica e culinária genuinamente brasileira, com influência indígena, africana e européia. "O turismo rural também conquista pesquisadores interessados nas tecnologias de produção. Em nosso país, a agricultura é avançada e chama a atenção de brasileiros e estrangeiros", comenta Jussara.

A produção dos alambiques mineiros faz sucesso entre os curiosos e o avanço do biodiesel tem levado turistas para as lavouras e usinas de cana-de-açúcar em São Paulo. "Da mesma forma, as fazendas de engenho no Pernambuco e as de cacau na Bahia são procuradas", comenta Andrea Junqueira, presidente da Associação Paulista de Turismo Rural. Ela destaca que a atividade de turismo rural é essencialmente de experimentação e as fazendas precisam se estruturar para oferecer opções para os hóspedes. "Um bom bolo de fubá com café pode ser marcante para alguns. Outros buscam as cavalgadas e o contato maior com a cultura local e com os processos produtivos", destaca.

A lavoura de cafés especiais é o chamariz da Pousada da Bella Vista, no Sul de Minas. A fazenda produz café desde meados do século XIX e mantém um haras, com programação para cavalgadas. "Depois dos filhos criados, a nossa casa ficou grande só para o casal. Resolvemos transformar cômodos em apartamentos, refeitório e salão de festas e jogos", comenta Heloísa Helena Costa Pereira.

A decisão trouxe complemento na renda da propriedade. Atualmente, 5% da receita vêm do turismo rural, que gera caixa de R$ 90 mil por ano em média. Ao todo, Heloísa calcula que recebe 480 hóspedes anualmente. "Somos procurados por estrangeiros que querem acompanhar a floração, a colheita e o processo de secagem do café."

Andrea, da associação paulista, destaca a necessidade de integrar diferentes tipos de produção para aproveitar o potencial das regiões e a capacidade da agricultura familiar. Como fez a Bella Vista, que integrou sua produção, o empreendedor do turismo rural tem de buscar parcerias com outras propriedades, garantindo atividades que prendam o turista mais tempo no campo e o instigue a voltar. "Se uma fazenda tem leite, a outra tem alambique. Com experiências diferenciadas todos ganham", garante.

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Gestão da qualidade total

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de
Gestão da qualidade)

A gestão da qualidade total (em língua inglesa "Total Quality Management" ou simplesmente "TQM") consiste numa estratégia de administração orientada a criar consciência da qualidade em todos os processos organizacionais.

É referida como "total", uma vez que o seu objetivo é a implicação não apenas de todos os escalões de uma organização , mas também da organização estendida, ou seja, seus fornecedores, distribuidores e demais parceiros de negócios.

Compõe-se de diversos estágios, como por exemplo, o planejamento, a organização, o controle e a liderança.

A Toyota, no Japão, foi primeira organização a empregar o conceito de "TQM" (ver Toyotismo), superando a etapa do fordismo, onde esta responsabilidade era limitada apenas ao nível da gestão. No "TQM" os colaboradores da organização possuem uma gama mais ampla de atribuições, cada um sendo diretamente responsável pela consecução dos objetivos da organização. Desse modo, a comunicação organizacional, em todos os níveis, torna-se uma peça-chave da dinâmica da organização.

Tem sido amplamente utilizada, na atualidade, por organizações públicas e privadas, de qualquer porte, em materiais, produtos, processos ou serviços. A conscientização para a qualidade e o reconhecimento da sua importância, tornou a certificação de sistemas de gestão da qualidade indispensável uma vez que:

aumenta a satisfação e a confiança dos clientes;
aumenta a produtividade;
reduz os custos internos;
melhora a imagem e os processos de modo contínuo;
possibilita acesso mais fácil a novos mercados.

A certificação permite avaliar as conformidades determinadas pela organização através de processos internos, garantindo ao cliente um material, processo, produto ou serviço concebido conforme padrões, procedimentos e normas.

Uma organização que se propõe a implementar uma política de gestão voltada para a "qualidade total" tem consciência de que a sua trajetória deve ser reavaliada periódicamente.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Qualidade de Vida no Trabalho

07/11/2008
Fonte: www.oapce.com.br


Alcançar a qualidade de vida é o grande anseio do ser humano, que busca tudo que possa proporcionar maior bem estar e o equilíbrio físico, psíquico e social, uma regra para se obter uma vida mais satisfatória. Profissionais de diversos segmentos dedicam-se a arte de descobrir novas formas e maneiras de obter-se estes anseios.

A Saúde, hoje, é determinada pelas várias condições do meio ambiente, pelas próprias condições de vida dos indivíduos e pelo equilíbrio entre fatores externos e internos do ser humano. Concluímos que o equilíbrio ideal está no equilíbrio global de todos os setores da vida de cada individuo.

Neste contexto, inevitavelmente e naturalmente a qualidade de vida está sendo inserida no meio organizacional das empresas, local onde, grande parcela do tempo das pessoas é dedicada. O mercado cada vez mais competitivo e exigente movido pela velocidade das informações geradas por um mundo globalizado e pelos avanços tecnológicos, define o profissional como sendo a verdadeira potencia. A motivação e o comprometimento são os combustíveis dessa potência. Portanto a geração de qualidade de vida nas empresas é essencial para obter-se a motivação e o comprometimento e esse conceito está tomando formas no Brasil.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hay Group em parceria com o Jornal Valor Econômico em outubro de 2003, intitulada "As quarenta melhores em gestão de pessoas", as melhores empresas em gestão de pessoas destacam-se em rentabilidade; são bem vistas pelos funcionários em seus processos corporativos, no planejamento e na maneira de gerenciamento; e obtiveram média geral favorável de 79% e de qualidade de vida 80%, contra 69% e 52%, respectivamente. Ainda segundo estudos americanos, para cada dólar investido em qualidade de vida dentro das empresas se obtêm um retorno de 2 a 5 dólares.


Seus benefícios são inúmeros, ainda imensuráveis em sua totalidade e os dados estatísticos são aleatórios. Sabe-se que a redução de custos com a saúde dos colaboradores é considerável, além de ocorrer à diminuição dos níveis de stress e aumento de produtividade. Trata-se de um novo setor inexplorado e imprescindível que está sendo inserido no trabalho diante das pressões de um conceito antigo, mas antes sem relevância, o respeito por todos, a valorização da vida de cada um e dos bens coletivos.

Muitas corporações estão tentando construir este setor, com a implantação de programas aleatórios que não trazem os resultados necessários e desejados, pois um programa de qualidade de vida deve ter um direcionamento e um acompanhamento, o que requer tempo e investimento. Com o intuito de obter resultados rapidamente muitas empresas contratam serviços desqualificados. Esse quadro reflete um período de exploração de um novo setor pouco conhecido e que necessita, assim como os outros setores, de uma estrutura forte e articulada que os colaboradores e as empresas devem construir.

Relacionamentos: a chave para o sucesso

15/09/2008
Fonte: www.classecontabil.com.br

A sua empresa pode ter o melhor produto e um serviço excelente, mas se ela não tiver um bom atendimento e um ótimo relacionamento com fornecedores, funcionários e clientes, não conseguirá sobreviver por muito tempo.

Vejo que muitos administradores se esquecem desse pequeno detalhe. O lado humano dos negócios está cada vez mais em evidência. Não é uma questão de ser bonzinho, e também de nada adianta apenas “fazer de conta”. Você tem que acreditar que é possível fazer negócios e respeitar o próximo ao mesmo tempo. E quando falo em próximo, falo em todas as pessoas que direta ou indiretamente estão envolvidas com você e sua empresa.

A partir do momento em que você olhar para uma pessoa sem nenhum interesse comercial, apenas pelo fato de estar diante de um ser humano que merece ser tratado com respeito, verá que será muito mais fácil a sua relação com as pessoas que trabalham com você.

É claro que acima de tudo, você deve ser justo. Então, sempre que precisar repreender alguém, faça, mas sem humilhar a pessoa. Tudo deve ter a sua hora e lugar. Uma regra que acredito que todos nós devemos seguir é a seguinte: Quando elogiar, faça em público. Quando criticar, faça reservadamente. Funciona e faz bem!

Hoje em dia as pessoas vivem estressadas e explodem por motivos banais. Qualquer motivo pode desencadear uma onda de acusações que não levam a nada. Depois a pessoa pede desculpas, mas lá no fundo, quem foi ofendido fica guardando aquilo como um trunfo para um futuro embate.

Temos de ouvir mais as pessoas. Muitas vezes não abrimos espaço para que a outra pessoa exponha suas idéias. Você, que é líder, deve estimular os seus liderados. Não fique apenas criticando as idéias ruins, agradeça a todas as iniciativas e não esqueça de elogiar e recompensar as boas idéias.

Sozinhos, não temos força, mas se criarmos uma rede de relacionamentos baseados na confiança e respeito, construiremos uma base sólida de cooperação que nos ajudará em toda a nossa vida pessoal e profissional. E isso somente é possível, se nossa conduta pessoal for pautada em ações corretas e coerentes.

De nada adianta você ficar criticando as falhas alheias sem olhar primeiro para as suas faltas. Se você tiver abertura, deve sim aconselhar o seu amigo ou a quem o procura, mas somente se a pessoa estiver disposta a ouvi-lo. Se não, é melhor não interferir sem ser chamado.

Por fim, se você não aperfeiçoar a sua comunicação, seja escrita ou oral, terá grandes dificuldades em cultivar bons relacionamentos. Os ruídos e as falhas na comunicação são hoje em dia, uma das maiores fontes de desavenças entre as pessoas. Você pensou em falar ou escrever uma coisa e o outro entendeu o oposto da mensagem que você queria passar. E, se não for esclarecida a situação em tempo, isso pode acabar com um negócio e até mesmo com uma amizade.

Pense nisso, e veja se você está sendo um construtor de muros, ao invés de construir pontes!


Autor: Isaac Rincaweskiisaac(arroba)futuracontabilidade.com.br
Empresário no ramo de Prestação de Serviços Contábeis, Contador, formado na FURB-Blumenau, com pós graduação em Gerência na Qualidade nos Serviços Contábeis.


Esta e outras matérias você encontra no Portal da Classe Contábil.http://www.classecontabil.com.br

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terça-feira, agosto 26, 2008

DESAFIOS PARA UM FUTURO PROMISSOR

26/08/2008
Fonte: Valoronline


PERSPECTIVAS
por JUAN GARRIDO
Para poder atender o crescimento do mercado interno e aumentar as exportações, as empresas vão investir em novas plantas industriais e modernização de máquinas

Não há como duvidar que a cadeia produtiva do plástico, que passa por três gerações de indústrias e figura entre as mais dinâmicas da economia, esteja fadada a um crescimento importante nos próximos anos. Afinal, é inevitável que o plástico continue substituindo, com vantagens, materiais como o vidro, metal, madeira e papel, sobretudo tendo uma forte participação na indústria de embalagem - segmento responsável por mais de um terço do total de resinas termoplásticas transformadas no país. Aplicações não menos importantes dos materiais plásticos podem ser vistas nas utilidades domésticas, na construção civil, nos calçados e nos brinquedos. A matéria prima também é utilizada em produtos mais sofisticados nos setores automotivo e eletroeletrônico.

O potencial de expansão do setor pode ser aquilatado ainda pela elasticidade de seu crescimento, cerca de três vezes e meia maior do que o do Produto Interno Bruto (PIB) do país, conforme média verificada numa série histórica de dez anos. A aposta num futuro gordo se insere numa lógica que parece contradizer aquela elasticidade, mas que é apenas um contraponto típico de país de economia emergente: o consumo anual per capita de plástico no Brasil continua baixo. Se a era do plástico é uma realidade global e o consumo aqui é pequeno, certamente haverá expansão no futuro.



Em 2003, o brasileiro consumiu 22 quilos de plástico. Segundo Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) - que reúne as 7.898 empresas transformadoras espalhadas pelo Brasil, nos Estados Unidos o consumo per capita anual varia entre 140 e 150 quilos. Em países da Europa, como a Bélgica, atinge 180 quilos. “Até nossos vizinhos chilenos e argentinos consomem mais plástico que a gente, compara.


No caso das embalagens, o universo empresarial brasileiro é de 4.500 fábricas, considerando-se os segmentos de plásticos, metais, vidro e madeira. Pelos cálculos de Fábio Mestriner, presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o tamanho do negócio para 2004 é de R$ 26 bilhões em comparação a R$ 23,3 bilhões em 2003. “As embalagens de plástico representam 35% disso, coteja. Segundo ele, pelo fato de o segmento ter alcançado um padrão alto de avanço tecnológico e competitividade, o Brasil é hoje um exportador de embalagem, com destaque para os filmes de plástico. Estes, por serem despachados em bobinas, contam com uma logística favorável. “De 2002 para 2003, as exportações cresceram 30% e no primeiro semestre de 2004 aumentaram 13% frente ao mesmo período de 2003”.


As exportações da indústria brasileira de transformação de plástico deverão fechar 2004 em US$ 830 milhões, 30% maiores que as de 2003,conforme projeções do setor. As vendas externas atingiram US$ 370 milhões no primeiro semestre de 2004, resultado 21% superior ao do mesmo período de 2003. Em volume, as exportações passaram de 97 mil toneladas para 119 mil toneladas, de janeiro a junho de 2004, alta de 21,5% em relação ao primeiro semestre de 2003. Segundo a Abiplast, desse montante, 15% foram para a União Européia; 31% para países do Mercosul e 18% para os Estados Unidos.



Alencar, da Braskem: “Cadeia produtiva é intensiva no uso de matéria-prima”


A partir do final de 2003, a cadeia produtiva do plástico passou a apostar suas fichas no Programa Export Plastic Nacional, que prevê o incremento das exportações de produtos plásticos com maior valor agregado.
No ano passado, o Brasil importou US$ 827 milhões em plásticos e exportou US$ 638 milhões, um déficit de US$ 189 milhões. “Por meio do Export Plastic, pretendemos obter um superávit de US$ 1 bilhão na balança, em mais ou menos dez anos, prevê Cachum.


Os três elos que compõem a cadeia produtiva do plástico são as centrais petroquímicas, as empresas produtoras de resinas termoplásticas e as transformadoras. Além das 7.899 empresas de transformação do elo final da cadeia, há no Brasil três centrais petroquímicas - Braskem, Petroquímica União (PQU) e Copesul - e mais 15 empresas produtoras de resinas termoplásticas (entre elas, a própria Braskem, Polibrasil, Dow, Basf e Solvay).
Pelos dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o consumo nacional das resinas termoplásticas em 2003, de 3,8 milhões de toneladas, foi menor do que o registrado em cada um dos três anos anteriores (3,9 milhões em 2002, 3,8 milhões em 2001 e 3,8 milhões em 2000). Um mau desempenho esperado, numa economia parada.


No final do primeiro semestre de 2004, com a economia recobrando o fôlego, o quadro setorial apresentava tons mais vivos. Ao computarse os meses de janeiro a julho, as vendas internas das resinas alçavam um vôo de 19,42% em relação a igual período de 2003. “O mês de julho, aliás, foi surpreendentemente bom”, aponta Guilherme Duque Estrada, vice-presidente executivo da Abiquim, que congrega, entre outros segmentos, as centrais petroquímicas e as empresas produtoras de termoplásticos.



A indústria petroquímica é parte da indústria química. Caracteriza-se por utilizar um derivado de petróleo (a nafta) ou o gás natural como matérias-primas básicas. No Brasil, praticamente só se usa nafta. Em breve se passará a processar o gás natural, com o início da produção da Rio Polímeros, prevista para o final de 2004 no Rio de Janeiro. A nova utilização crescerá mais depois da conclusão de uma planta que a Braskem está projetando para 2009, junto com a Petrobras, num novo pólo petroquímico na fronteira entre a Bolívia e Brasil.



Merheg Cachum,da Abiplast: oconsumo de plástico no Brasil é muito baixo

Por meio do craqueamento da nafta, as centrais petroquímicas produzem os gases eteno (ou etileno) e propeno. Esses fluídos passam por um processo de polimerização para serem transformados em resinas termoplásticas nas indústrias do segundo elo. Os termoplásticos são chamados de “bolinhas” no jargão do setor, por se apresentarem na forma de grãos. Os principais são os polietilenos de baixa densidade, de baixa densidade linear e de alta densidade, o polipropileno, o poliestireno, o PVC (mesma estrutura do polietileno, com exceção da presença do cloro), e o PET (polietileno tereftalato).


A cadeia do plástico tem aspectos peculiares. Alexandrino de Alencar, vice-presidente de relações institucionais da Braskem, lembra que ela é de capital intensivo no elo petroquímico e usa muita mão-deobra na ponta transformadora. “Uma característica que une os três elos é o fato de ser uma cadeia marcadamente intensiva em matériaprima, cita. A Braskem, com 13 fábricas em Alagoas, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul, é a maior empresa petroquímica da América Latina e integra em sua estrutura de produção a primeira e segunda gerações da cadeia do plástico. Produz, além dos petroquímicos básicos eteno e propeno, as resinas termoplásticas polietileno, polipropileno, PVC e PET.


As empresas produtoras de resinas exportam de 15% a 20% da sua produção. “Com a volta do crescimento econômico em 2004, parte do volume exportado passou a ser direcionado para o mercado interno, sem o que faltaria matéria-prima para os transformadores, atesta José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo (Siresp).


Em seu conjunto, a indústria do plástico teve um faturamento de R$ 13,5 bilhões no primeiro semestre de 2004 em comparação a R$ 13,5 bilhões em igual período de 2003. O problema dos preços oscilantes das matérias-primas atreladas a um mercado mundial de petróleo em crise preocupa os transformadores. “O alto preço da nafta é, sem sombra de dúvida, nosso gargalo mais importante, diz Cachum. Para ele, a nafta fornecida pela Petrobras sobe de preço com muita freqüência e isso é desastroso para o setor. “Os transformadores não têm condições de repassar esses aumentos aos clientes, até porque nosso segmento tem quase 8 mil empresas e dá para imaginar a luta e concorrência que derivam daí.” Ele defende que o governo passe a dar um tratamento diferenciado para a nafta.


Depois de uma fase de demanda interna reprimida, os transformadores precisam investir para surfar na onda positiva da economia em 2004. Estão sendo projetados investimentos de US$ 600 milhões até o final do ano só para aquisição de máquinas e equipamentos. A ordem é expandir e modernizar as fábricas. Em 2003, foram aplicados US$ 400 milhões. “Nosso parque industrial conta com um grande número de máquinas que têm mais de dez anos de uso, diz Cachum.




Empresas do setor estão procedendo a desgargalamentos (investimentos marginais em ampliação de suas instalações existentes) para aumentar sua produção. Segundo Roriz, mesmo as produtoras de resinas termoplásticas precisarão investir para aumentar a produção. “Até 2012 estão previstas inversões de no mínimo US$ 8 bilhões em novas plantas industriais, diz, com base em dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No Brasil são fabricadas quase todas as resinas termoplásticas mais importantes. Mas há matérias-primas usadas pela indústria do plástico que, mesmo produzidas no país, são às vezes importadas por uma questão de preço. Segundo Guilherme Duque Estrada de Moraes, vicepresidente da Abiquim, as importações podem obedecer também a razões prosaicas, como as negociações entre companhias. “A Dow, por exemplo, tem uma planta grande de polietileno na Argentina e parte da produção de lá é para vender aqui, cita. “Em compensação, é comum acontecer o contrário, daqui as companhias exportarem para suas outras praças.


Para suprir carências de resinas termoplásticas, as empresas teriam que investir mais em pesquisa tecnológica. Duque Estrada admite que o custo é alto e “não se inventa muita coisa nessa área de imediato. Ele lembra que para construir uma nova planta de resinas aqui, o melhor negócio é comprar a tecnologia existente lá fora. “Quem desenvolve isso no mundo - e são poucas as empresas, o faz para si e também para vender a outros países, senão não consegue pagar os custos desse desenvolvimento, afirma.


Isso não significa que não existam no Brasil centros de pesquisa avançados, como o da Braskem, em Triunfo, no Rio Grande do Sul. Lá a empresa mantém ativos entre laboratórios, plantas-piloto e hardwares variados de US$ 100 milhões. “Investimos cerca de US$ 15 milhões por ano em pesquisa e inovação tecnológica, empregamos 150 especialistas e somos detentores de cerca de 110 patentes, diz Alexandrino de Alencar.
Alencar admite que para uma empresa brasileira é difícil criar produtos revolucionários como as concorrentes multinacionais, casos da Dow e Basf. A Braskem busca pontualmente a “autonomia tecnológica” que lhe permita tomar as melhores decisões de negócios com as próprias capacitações. “Outra coisa que temos feito é adaptar as nossas aplicações à realidade do mercado brasileiro, ao contrário dos gigantes multinacionais que olham o mundo como se fosse uma coisa só, diz. Para o vice-presidente, esse é um diferencial de relacionamento da Braskem com seus clientes.

Novas tecnologias

Por Juan Garrido e Marcos Rogério Lopes, para o Valor, de São Paulo
26/08/2008
Fonte: Valoronline


O crescimento de 2,5% na produção física de embalagens previsto para 2008 no mínimo replica os 2,1% de expansão de 2007 e começa a inverter uma lógica que vinha sendo característica do setor nos últimos anos: alternância de um período favorável e outro de retrocesso. A análise é do presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Paulo Sérgio Peres, para quem esse movimento é condizente com um crescimento sustentável e deve estimular as empresas produtoras de invólucros a acelerar seus planos de investimento em inovação tecnológica e design "amigável" (que atenda a aspectos de proteção, transporte e meio ambiente).
Em sua visão, a indústria de embalagem tende a adequar-se cada vez mais à cadeia de suprimento inteira, principalmente em relação à automação das linhas de produção das mais variadas empresas usuárias. "A embalagem é encarada agora como ´sistema´, ou seja, pensa-se no produto - manufaturado ou natural - desde sua saída do ponto de origem até a chegada às mãos do consumidor final", observa Peres.
Ainda que a Abre não tenha levantado os números dos investimentos em inovação tecnológica previstos para 2008, Alfried Karl Plöger, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) - setor em que a área de embalagem representa 46% do total da produção -, informa que nos dois anos que antecederam 2006 a indústria gráfica investiu algo como US$ 300 milhões ao ano. E se em 2006 os investimentos aumentaram para US$ 420 milhões, em 2007 o salto foi brutal: US$ 1,2 bilhão. Dose que deve se repetir em 2008, quando são estimados outros US$ 1,3 bilhão em inversões. "Isso reflete uma boa expectativa econômica", qualifica ele, ressaltando que a embalagem impressa representa um fortíssimo elemento de vendas por impulso.
Segundo Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), mesmo com uma possível acomodação no ritmo de crescimento da demanda interna de bens de consumo, materiais de construção e insumos agropecuários no segundo semestre, os fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas de R$ 34,7 bilhões em 2008, frente aos R$ 32,5 bilhões de 2007. Ou seja, 6,7% de aumento. A FGV realiza há 11 anos, com exclusividade para a Abre, um estudo sobre o setor de embalagem - considerado o termômetro da atividade industrial brasileira -, sempre divulgado no mês de agosto de cada ano. "Se a demanda está aquecida, significa que o setor está ocupando a sua capacidade instalada, o que vai determinar, na seqüência, as decisões de investimento", diz.
De fato, em julho, a utilização da capacidade era de 88%. Tudo isso produz efeito positivo também sobre a oferta de emprego formal, que registrou em 30 de junho a respeitável marca de 200 mil pessoas ocupadas.
Os dados da pesquisa apresentada por Quadros no último dia 20 (relativos ao primeiro semestre de 2008) poderiam, no entanto, ser interpretados como um indicativo de que o setor chegaria ao fim do ano com um crescimento explosivo. A expansão da produção física de embalagem cravou nada menos que 6,24% no primeiro semestre de 2008 (magros 1,7% no primeiro trimestre, mas vistosos 10,8% no segundo trimestre), acumulando um índice de expansão de 4,57% nos últimos 12 meses, a melhor marca desde o segundo trimestre de 2005. "Mas a taxa destes primeiros seis meses contém alguns elementos que provavelmente não vão se repetir no decorrer do segundo semestre, e não é, portanto, indício de uma tendência."
O especialista entende que a variação de 10,8% do segundo trimestre em relação a igual período de 2007 representou algo ocasional e sem sustentação no mercado interno. "Seria preciso que o Brasil tivesse registrado um boom generalizado de consumo, o que na verdade não ocorreu", diz. Para decifrar essa charada é necessário considerar o enorme crescimento da produção física de embalagens metálicas (latas). As latas tiveram expansão de crescimento semestral de 20,3%. Para se ter uma melhor dimensão desse resultado, basta citar que a indústria de embalagem de papel e papelão cresceu 2,78% no semestre e a indústria de embalagens plásticas, 1,94%.
O bom momento vivido pela indústria incentiva investimentos em novos materiais. A Braskem anunciou no ano passado a produção do primeiro polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar certificado mundialmente. O produto, entretanto, só deve chegar ao mercado no início de 2010. A expectativa é de que entrem no mercado anualmente 200 mil toneladas por ano do novo polietileno. "O plástico verde teria as mesmas características que o de petróleo; logo, não seria biodegradável. Ele também necessitaria do gerenciamento dos resíduos sólidos, de um amplo programa de reciclagem", explica a diretora-executiva da Plastivida, Silvia Rolim.
A Basf S.A. está colocando no mercado o Ecobras, composto 50% de fonte fóssil (petróleo) e 50% de fonte renovável (amido de milho ou mandioca). Mais flexível que o PLA, (Polylactic Acid) - criado pela Cargill a partir do amido de milho e que vem sendo testado em redes americanas de varejo, na fabricação de sacolas de compras - o Ecobras poderá ser utilizado em vários tipos de embalagens.
"O processo de homologação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em andamento e, em breve, estará à disposição do consumidor", diz Letícia Mendonça, gerente de especialidades estirênicas da Basf. Ela explica, no entanto, que a resina tem, como todas, suas limitações: não possui resistência térmica alta suficiente para que as embalagens possam ser colocadas no forno microondas.
O Ecobras é produzido no Brasil e é o resultado de uma parceria entre a Basf e a subsidiária brasileira da Corn Products International.
Há consenso entre os especialistas da área que, independentemente de qual matéria-prima for utilizada, as indústrias vão ser obrigadas - por questões financeiras e ambientais - a reduzir o peso dos materiais que envolvem alimentos, bebidas, etc. Cada grama a menos por recipiente representa menor impacto ambiental, peso inferior dos caminhões de transporte e outras vantagens que causam enormes efeitos na economia. Dos cerca de 4 milhões de toneladas de plástico produzidos anualmente no Brasil, 50% são transformados em embalagens.
"Há 20 anos, as embalagens tinham espessura pelo menos 30% a 40% maior", diz o gerente da Mazda Embalagens, Paulo Brites. "E está caindo cada vez mais", completa.
A Tetra Pak é exemplo de indústria que ao aprimorar a produção e a reutilização reduziu o impacto ambiental. Ao lado de algumas parceiras, a empresa investiu na tecnologia de reciclagem a plasma, que, após a retirada do papel, permite a separação do plástico e do alumínio das embalagens. Após o processo, os materiais voltam para a cadeia produtiva.
Os polímeros PET também têm avançado em qualidade. Segundo Hermes Contesini, responsável pela área de relações com o mercado da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), há dez anos, as embalagens eram menores e bem mais impuras que as atuais. Uma garrafa de refrigerante de 2 litros, por exemplo, pesava 60 gramas aproximadamente. "Atualmente, o mesmo vasilhame está entre 45 e 50 gramas. E a tendência é diminuir cada vez mais." A reciclagem, de acordo com ele, também cresce a cada ano.
Dados da Abipet mostram que a reciclagem do material teve crescimento de 14 vezes no período de 1994 a 2007. No ano passado, o setor reciclou 53,2% de tudo o que foi consumido, ou 230 mil toneladas de PET - o equivalente a 5 bilhões de garrafas de 2 litros.
O professor Reinaldo Bazito, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), acredita que todas as novas tecnologias terão espaço, mas é necessário um amplo estudo sobre o ciclo de vida de cada material para apurar sua contribuição para o meio ambiente e o mercado. Enquanto inovam no mercado interno, as empresas de embalagens também alçam vôos mais altos no comércio exterior.
As exportações de embalagens registraram aumento de 22,25% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2007, com um faturamento de US$ 280 milhões. O valor pode chegar a US$ 560 milhões no ano, uma expansão de perto de 20% em relação aos US$ 480 milhões de 2007. Os embarques de embalagens metálicas se expandiram 37,37%, os de papel e papelão, 15,19%, madeira, 0,32% e vidro recuaram 6,72%. Enquanto as vendas externas de latas de ferro e aço cresceram 110,95% no período, as de latas de alumínio foram além: 456,68%. "Talvez esse recorde não se repita e tenha sido apenas uma oportunidade momentânea", avalia Salomão Quadros.
No segmento de embalagens de papel, papelão e cartão - constituído por cinco tipos de produtos -, o item que se destaca no primeiro semestre é o de caixas e cartonagens dobráveis (que representa 28,64% do segmento), com 10,79% de variação positiva em relação a igual período de 2007. O item caixas de papelão ondulado, o mais importante do segmento (com 41,21% do total) teve uma expansão modesta: 1,24%. Pior desempenho tiveram as chapas de papelão ondulado (5,46% do total do segmento), que tinham ido muito bem no primeiro semestre de 2007 - com 11,93% de crescimento então -, mas ficaram no negativo no atual período: -1,58%.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Planejamento e persistência, lemas do marqueteiro Branson

Célia de Gouvêa Franco, De São Paulo
21/08/2008
Fonte: Valoronline

AP

Mestre em jogadas de marketing, Branson revela em seu livro que também privilegia o planejamento estratégico



"Acredite em Você e Vá em Frente

O Segredo do Sucesso de uma Mente Milionária" - Richard Branson, Sá Editora, tradução: Marcia Tabacow, 110 págs. R$ 27,90
Possível aprender como ganhar dinheiro, muito dinheiro, e ser bem-sucedido no mundo empresarial? Se a resposta for negativa, por que há, então, tanto interesse em livros que contam as "lições de vida" de empresários que, em muitos casos, saíram do quase nada para se tornar bilionários, como é o caso do inglês Richard Branson, fundador de empresas como a cadeia de lojas de discos Virgin e da companhia aérea Virgin?
Talvez o mais correto seja dizer que há sempre otimistas ou esperançosos que acreditam na possibilidade de descobrir algum segredo, um truque, um atalho que facilite o pedregoso caminho da ascensão social e econômica. Também há leitores que se deixam encantar por essas fábulas modernas, as histórias de vencedores que conseguem impor-se aos dragões e ficam com a mocinha no final da história, com a esperança de que o mesmo possa se repetir nas suas vidas. Mas não há dúvida de que relatos de glórias ou fracassos reais são inspiradores, sejam contados por e sobre heróis ou homens de negócios.
Para quem está em busca de receitas mais fáceis para vencer na vida, o livro de Branson não poderia ser mais direto, mas, claro, não revela como se consegue o milagre ou a mágica para se passar de pobretão para endinheirado. Curta, simples, com uma linguagem corriqueira, é uma obra que consome pouco tempo do leitor. São capítulos de poucas páginas cada um, possíveis de serem lidos de uma assentada só. E cada um deles já traz no título a lição que Branson quer transmitir: "Faça acontecer". Ou "Desafie-se. E Ainda Faça Algo Bom."
Nascido em Londres em 1950, Richard Branson começou cedo suas investida no mundo dos negócios. Aos 15 anos, criou uma revista - "Student" - que, surpreendentemente, deu certo. A história da publicação, contada logo no primeiro capítulo do seu livro, é um exemplo perfeito dos princípios que, segundo Branson, o levaram tantas vezes ao bom êxito. Primeiro, planejamento. Apesar de ter sido sempre ousado, iniciando empreendimentos considerados de risco, e um marqueteiro de marca maior, dado a grandes lances publicitários, Branson é minucioso ao programar suas ações.
No caso da revista "Student", "calculei cuidadosamente", conta ele: isso significou planejar os gastos com papel e impressão, receitas com vendas aos leitores e com publicidade. E mais: ele e um amigo escreveram, durante quase dois anos, centenas de cartas oferecendo espaço para potenciais anunciantes. Resumo da história: depois de investirem quatro libras (emprestadas pela mãe de Branson) em selos, o primeiro cheque referente a anúncios foi de 250 libras.
A segunda "lição" de Branson é a persistência. Esse é, na verdade, o mote seminal de todo o seu livro. Não desistir nunca. Se o correio entra em greve e não for possível entregar a revista, é preciso buscar outra saída, seja lá qual for. O princípio, inculcado em Branson pela mãe, como ele deixa claro na sua narrativa, fez com que ele se saísse bem inclusive nas suas aventuras espetaculosas, como nas viagens de balões, em que o vento se tornou desfavorável e ele teve que usar a criatividade, mas nunca desistindo, sem se importar muito com as reações de espanto ou curiosidade. Em resumo, exatamente o que diz o título original do livro: "Screw It, Let's Do It". Deselegante, mas fiel a Branson.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Companhias dão prioridade a ações comunitárias

Fonte: Valoronline
Célia Rosemblum, de São Paulo

20/08/2008

Nos quesitos responsabilidade social corporativa e ações ambientais, as empresas brasileiras estão bem na foto. Incluídas pela primeira vez no levantamento "Workplace Survey", realizado pela multinacional de recursos humanos Robert Half em 17 países, as companhias verde-amarelas ostentam indicadores próximos aos da França, do Japão e da Bélgica quanto à adoção de políticas "verdes" nos negócios.
No Brasil também é notável o engajamento em práticas de responsabilidade social corporativa e o uso disseminado da reciclagem, ambos praticados por 65% dos entrevistados. Fábio Saad, gerente da Robert Half no Brasil, acredita que essa atenção à comunidade decorre, em grande parte, "por conta da situação econômica", característica de países em desenvolvimento.
Na área ambiental, nota Saad, as empresas brasileiras "estão mais atreladas à redução de custos do que a uma visão mais sustentável". A postura transparece na importância atribuída à necessidade de incluir o impacto das questões ambientais em seus balanços (33%) e na avaliação de 83% de que a adoção de uma gestão verde tem o poder de melhorar a imagem da empresa junto a investidores e potenciais investidores. A pesquisa foi feita em março e abril, com 6 mil executivos de 17 países.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Amorim/Fiesp - O ministro das Relações Exteriore...

Amorim/Fiesp - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, almoça, às 13h, com a diretoria da Fiesp, na sede da entidade. Durante o encontro, serão discutidos assuntos como importação de pneus usados; importação de trigo da Argentina; o contencioso sobre café solúvel entre Brasil e União Européia; e as missões empresariais da Fiesp à Itália e ao Chile.

Fiesp reitera que vai continuar lutando pela ren...

Fiesp reitera que vai continuar lutando pela renovação do SGP

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) integrou, juntamente com empresas e entidades brasileiras e norte-americanas, uma delegação empresarial a Washington, Estados Unidos, entre os dias 20 e 22 de setembro, cujo objetivo foi solicitar ao Executivo e ao Congresso daquele país a renovação do Sistema Geral de Preferências (SGP).

A atual versão do SGP expira em 31 de dezembro deste ano. Além da necessidade de sua renovação, há possibilidade de o Brasil ter seus produtos, parcial ou totalmente, excluídos do programa, que assegura isenção de imposto de importação para cerca de US$ 3,6 bilhões em exportações brasileiras, 94% das quais de produtos industriais.

Na ocasião, a Fiesp e os demais membros da delegação empresarial reuniram-se com 19 parlamentares dos dois principais comitês do Congresso dos Estados Unidos – o de Meios e Procedimentos, da Câmara dos Deputados, e o de Finanças, do Senado e representantes dos quatro principais órgãos do Executivo norte-americano envolvidos na renovação do SGP - USTR, Departamento de Comércio, Departamento de Estado e Tesouro.

No período da visita empresarial, o deputado Bill Thomas, Republicano da Califórnia e um dos principais opositores à manutenção do Brasil no programa, flexibilizou sua posição e apresentou projeto de lei que prevê a renovação de alguns regimes preferenciais por dois anos, dentre os quais o SGP. O projeto contém limitações aos benefícios para o Brasil e a Índia de, respectivamente, 10% e 39% das atuais exportações via SGP para os Estados Unidos.

Após a identificação de um cenário negativo pela delegação empresarial, sobretudo no Congresso norte-americano, a Fiesp entende que a aprovação do projeto de lei do deputado Bill Thomas seria positiva para assegurar os interesses de grande parte do setor industrial brasileiro.

A Fiesp trabalhará nos próximos meses, em conjunto com os 40 setores de sua Comissão de Renovação do SGP dos Estados Unidos e com seu Escritório em Washington, para apoiar aprovação do projeto de lei, buscando, entretanto, manter integralmente os atuais benefícios para o Brasil.

Fonte: Fiesp


26.9.2006

‘Câmbio e juros são novos desafios’ envie esta m...

‘Câmbio e juros são novos desafios’ envie esta matéria por e-mail

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

Medidas urgentes para o Brasil entrar na rota de um crescimento forte e sustentado é o que esperam do próximo governo os representantes do setor industrial paulista. Independente de qual será o candidato vencedor nas eleições presidenciais, a avaliação de duas entidades paulistas que representam o segmento, a Fiesp e o Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), é de que é importante uma correção de rumos, principalmente com a alteração de rota da atual política monetária do Banco Central.

“Esgotou-se o modelo monetarista de controle da inflação. Mecanismos como os juros altos e o câmbio sobrevalorizado mostram-se incompatíveis com a nova realidade econômica mundial”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Para o dirigente, em vez de balizar toda a economia pela meta inflacionária é preciso priorizar o desenvolvimento.

“O governo usa o dólar barato para segurar o preço dos alimentos”, avalia o diretor do departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof. Ele observa ainda que os juros reais (descontados da inflação) continuam elevados – acima de 10%. A taxa Selic alta atrai investidores internacionais, o que ajuda a sobrevalorizar o real. “A atual política econômica significa não crescer, é estagnação”, acrescenta Tabacof.

Na avaliação das entidades, o país perde oportunidades já que nesse momento as condições mundiais são propícias para o crescimento. Estudo da Fiesp mostra que nos últimos quatro anos a economia mundial cresceu a uma taxa média de 4,8% ao ano, fato inédito em quatro décadas.

A federação entregou aos candidatos à presidência da República um documento com propostas aprovadas no Congresso da Indústria, realizado neste ano. Uma das propostas aponta que é possível controlar os índices inflacionários por meio do corte dos gastos públicos.

Gastos – O documento mostra que entre 1995 e 2004 a dívida pública saltou de 30,5% do PIB para 51,8%, enquanto o crescimento da receita foi de 63,5% (média de 5,6% ao ano) e a expansão média anual do PIB foi de 2,2%, enquanto o avanço acumulado dos gastos foi de 61,5% no mesmo período.

Além de reduzir gastos públicos, também é consenso no setor empresarial que a carga tributária é muito elevada. Redução do número de tributos e desburocratização são outros sonhos dos empresários.

Fiesp elabora projeto sobre agências reguladoras...

Fiesp elabora projeto sobre agências reguladoras

Lu Aiko Otta

Agência Estado
 

O setor privado quer barrar a interferência política e o aparelhamento das agências reguladoras de telefonia, energia e transportes. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com apoio das entidades de classe da área de infra-estrutura, elabora um projeto de lei fixando o papel das agências para substituir o texto do governo que tramita no Congresso.

Pelo projeto da Fiesp, só poderão ocupar postos de direção as pessoas que tiverem conhecimento técnico da área. Os nomes indicados para dirigentes das agências ficarão em consulta pública por um prazo de 30 dias, durante os quais eventuais objeções poderão ser apresentadas.

"O diretor da agência é um servidor do Estado, não do governo", explicou o vice-presidente da Fiesp, Martus Tavares, que coordena a elaboração do novo texto. "Sua atuação não pode ser pautada por questões partidárias ou ideológicas."

Outra novidade do projeto é a regulamentação do direito de greve do servidor público. "Hoje, o exportador participa de uma gincana para poder trabalhar", disse. "Uma hora é a greve da Vigilância Sanitária, outra é a da Receita, outra é do Banco Central, outra é dos fiscais do Ministério da Agricultura e assim por diante."

Dependendo do produto exportado, o empresário precisa de autorização de todas essas áreas de governo para despachar a mercadoria. Tavares acredita que é preciso regular o direito de greve para impedir a paralisação total de serviços essenciais. Essa regulamentação, explicou, está prevista na Constituição de 1988, mas nunca foi feita.

Segundo o dirigente da Fiesp, a idéia é concluir o novo projeto de lei até outubro para encaminhá-lo ao Congresso em novembro. O texto será defendido pela Frente Parlamentar das Agências Reguladoras, coordenada pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR). Ele informou que vai procurar o relator do projeto de lei do governo, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), para sugerir que ele acolha as propostas do setor produtivo em seu relatório.

A proposta original do governo causou enorme polêmica porque subordinava as agências reguladoras aos ministérios, fortalecendo-os. "O projeto original praticamente transformava as agências em departamentos dos ministérios; era um esqueleto muito ruim", afirmou Ricardo Barros. "O projeto do governo era muito duro, muito estatizante", concordou Picciani.

A função das agências reguladoras, tal como foram instituídas no governo Fernando Henrique Cardoso, era garantir que as regras para o setor de infra-estrutura não mudassem por pressão política. O projeto de lei elaborado no governo Lula abre espaço para que ocorra o contrário.

"A ingerência política gera insegurança jurídica e afasta investimentos", afirmou Tavares. "Nossa principal preocupação é que as agências funcionem como órgãos de Estado, não de governo." O Brasil deixa de receber perto de US$ 10 bilhões em investimentos novos em infra-estrutura a cada ano por causa da fragilidade das regras e do enfraquecimento das agências reguladoras.

A estimativa foi feita pelo economista Gesner Oliveira, da Tendências Consultoria Integrada, e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no dia 27. A deficiência na infra-estrutura funciona como um freio para o crescimento econômico do País.

Outros pontos

O projeto da Fiesp pretende garantir que as agências tenham total autonomia em relação aos ministérios no que se refere à regulação dos setores de infra-estrutura. "As políticas para o setor, quais áreas são prioritárias, são definidas pelo ministério", disse Tavares. "Como isso vai funcionar, a normatização, é função da agência."

Na proposta da Fiesp, o Tesouro ficará proibido de bloquear as receitas próprias das agências, como ocorre hoje. Porém, todas elas passarão por uma auditoria. "Hoje, não sabemos qual é o custo das agências para funcionar direito", disse Tavares. Ele disse que a auditoria apontará, inclusive, se é o caso de reduzir as tarifas hoje cobradas para manter as agências. "É provável que elas estejam exageradas, porque o Tesouro bloqueou R$ 3 bilhões das agências e ninguém morreu", comentou.

A proposta da Fiesp prevê, ainda, que o projeto de lei se restrinja às agências do setor de infra-estrutura. Hoje, o guarda-chuva da lei é muito amplo, abrangendo desde energia elétrica até cinema.